sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Ano Novo Paciência Velha
A previsão do tempo havia
antecipado 35, os termômetros marcavam 38, mas a sensação dentro do carro de
Everaldo era de mais de 40 graus. Descida da serra, longas curvas em seqüência,
bebê recém nascido chorando, sogra tendo espasmos, filho mais velho e namorada
putos sem internet e esposa falando mais alto que um barítono faziam com que o
auxiliar de contabilidade a cada quilômetro repensasse se passar o Ano Novo na praia
teria sido boa ideia.
-Pai, liga o ar! Está escorrendo
suor pelos braços, vou manchar minha camisa nova! -Disse o filho. Logo repreendido pela mãe: -
Você sabe que seu irmãozinho tem rinite alérgica, não sabe Wellington? O
moleque está cagando desde o começo da serra, você quer que ele comece a
espirrar também?
-Não é por nada, Dona Maristela,
mas pelo menos os vidros a senhora poderia deixar a gente abrir, né?Até no deserto
do Saara está menos calor que aqui. Tentou defender o namorado, a futura, agora
talvez, muito provavelmente, ex-nora.
-Impossível, Daiane, minha
querida. Mamãe gastou no salão a primeira parcela todinha do décimo terceiro da
aposentadoria nesse penteado, não podemos deixar que o vento faça com que ele
nem ao menos na praia chegue intacto.
Everaldo não resistiu: - Cobra
com cabelo. Riu: - Isso dá é pauta para o Globo Ciência!
Maristela resignada ia repreender
Everaldo, mas o marido foi salvo pelo pequeno Kaique que começou a urrar feito
um unicórnio nos braços da mãe. Sua chupeta havia caído no chão dando início a
uma verdadeira caça ao tesouro dentro do carro, que definitivamente se
transformaria na filial do inferno.
-Ajuda tua mãe Welligton, enfia a
cabeça embaixo do banco vê se a chupeta do teu irmão está nos pés da tua Vó?
-Me recuso! A Vó está de chinelo,
com meia de lã e pisoteando um pacote de Cebolitos. O cheiro lá embaixo está
mais forte que o do curtume perto de casa.
Everaldo faz uma curva abrupta, a
criança chora, a sogra gorfa e Martistela grita: -É pra isso que a gente cria filho?
O vagabundo não presta nem pra procurar uma chupeta!
Everaldo, a essa altura com um
pregador no nariz, fala baixinho de forma anasalada : - Estou sentindo uma
quentura nas costas, tua mãe não vomitou no meu banco não, né Martistela?
A Sogra levanta, como troféu, um
saquinho de mercado e reprimi o genro: - Tá tudo aqui ó! Eu lá sou mulher de
vomitar no banco do carro dos outros!
- Pai, para esse carro que eu
quero descer! Maristela solta outro berro: -Cala essa boca e procura a chupeta
do teu irmão, Wellington!
O neném se esguela, os pneus do
carro cantam mais que o Lulu Santos em mais uma curva e Maristela grita mais
alto ainda: - O vontade de jogar esse moleque no meio do mato.
Welligton aproveita : - Faz isso
mãe, pelo menos entra um ar pela janela!
Everaldo avista uma lanchonete,
abre as janelas estaciona e grita:- Salvos pelo gongo!
A família ficou exatos 40 minutos
no restaurante. Comeram, beberam e voltaram para a estrada mais relaxados. O
ambiente mudara totalmente, parecia o céu. Everaldo acelerou e rodou mais de
200km em menos de uma hora. Todos quietos, tranquilos e o caos de antes da parada
se transformou num oásis de paz, calma e felicidade até Maristela receber uma
ligação
.
-Gente vocês não vão acreditar? É
minha mãe. Esquecemos ela no restaurante!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Quando os seus pés vão se encontrar com os meus
Falar que conheço o som do China é mentira. Na verdade, conheço muito pouco do trabalho dele. Sinceridade? Nada! Para não dizer que sou um analfabeto funcional a respeito do cara conheço seu trabalho como Ex-Vj da Mtv. Sempre me identifiquei com sua maneira descolada, intuitiva e bem humorada de apresentar os programas da emissora. Mas, não é do Vj que quero falar, mas de uma música do China que me chamou muito atenção. BOA VIAGEM é de 2011, mas só agora, durante o ano que se acaba é que fui conhecê-la. E vou ser sincero: Boa Demais.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
Papai Noel 2.0
Sexta-feira, 20 de Dezembro,
Marcelo, recentemente nomeado diretor de marketing do Shopping e Amauri, seu
carrancudo superior, circulam pelos corredores empanturrados de gente até se
aproximarem de um cenário onde um Papai Noel contratado por Marcelo recepciona
as crianças em seu colo. Ao deparar-se com a cena, Amauri quase tem um enfarte.
-O que é aquilo no rosto do Papai
Noel?
Trêmulo, Marcelo tenta explicar o
inexplicável:- Barba!
-Em cima da barba, idiota!
-Sei lá, parece uma máscara.....
Os dois se aproximam e Amauri
intima o bom velhinho.
-Mas o que significa essa máscara
no rosto, posso saber?
-Tô me protegendo do bafo desse meliante.
Esse pivete comeu um canavial de cebola. Comeu tanta cebola que tem Vitamina C
para umas cinco encarnações.
Marcelo pede educadamente que
Noel tire a criança de seu colo e devolva-o para sua mãe quando surge um Pai
indignado com um filho aos prantos.
-Escuta aqui, É verdade Papai
Noel, que você mandou meu filho procurar um Pai novo?
O Shopping para, Amauri já está
sem cor, Noel se levanta e dá de dedo no Pai da criança.
-O moleque confessou que ano
passado ganhou um Ioio de presente de natal! Nem um alienígena dá para o filho
um ioiô no natal, quem faz isso não é um Pai é um ser humano com falência
múltipla de órgãos.
Marcelo tenta contornar o
incontornável quando surge uma mãe completamente fora de si.
-Por um acaso foi o Senhor que
deu essa latinha de cerveja para o meu filho, Papai Noel?
-Sim, claro! Quando ele me disse
que suco de beterraba era bebida, disse para ele experimentar bebida de
verdade.
Amauri cai duro no chão, enquanto
Marcelo tenta reavivá-lo a mãe desce a mão no Noel.
-Você é um ridículo!
O shopping inteiro aparece para
ver a reação do Papai Noel.
-Ridícula é a senhora que foi
pular ondas na virada do ano em Matinhos e caiu de bunda quase causando uma
tsunami, tamanho peso que desabou sobre a areia!
-Pois saiba o senhor que eu me
desequilibrei!
-Ah tá! Alcoolismo agora mudou de
nome. – Noel gargalha alto.
-Você falou isso pra ele Paulo
Augusto?
Antes do menino fazer que sim,
com a cabeça, Noel emenda.
-Isso não foi nada. Teu moleque me
falou que a senhora fez uma tatuagem na virilha esquerda com o símbolo do
Londrina E. C. quando estava cumprindo pena no Mini Presídio por tráfico
internacional de hidratante da Mary Kay.
Marcelo desmaia ao lado do
superior.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Tô com a grana e não sabia....
Ontem entrei num sebo que frequento há anos e fui direto na seção onde ficam os discos, as bolachas, os Vinis e quase tive um treco. Fuçando daqui e acolá achei um Vinil do Midnight Oil , banda Australiana que gosto muito, e para minha surpresa os caras do Sebo estavam pedindo R$50,00 na parada.
Na boa cinquentão num disco é muita grana. Falei isso pro dono do sebo, e ele, com a maior cara de pau do mundo disso que a procura pelo Vinil de uns tempos pra cá virou uma loucura, que está todo mundo
voltando a escutar discos novamente, equipando aparelhos, comprando pratos etc e tal. E ele ficou puto quando eu disse : "Ah tá, cê está todo mundo procurando, vamos meter a faca, rancar o rim, o pâncreas, o figado e fazer um churrasco, é isso?" Ele retrucou : Você por um acaso tem discos em casa, Borghi?" Tive que ser sincero : "Uns trezentos!" Ele esbugalhou os olhos e com o ar sedento veio pra cima : "Cara, você tem uma grana lascada parada, não quer vender não? Pagamos bem!" Ri e sai de fininho : "Ainda não, só vou trocar de carro daqui uns dois anos!"
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Pouco Inseticida e Muita Aranha
Cara, eu já li muito Homem Aranha. Um dos primeiros gibis que li na vida ( e olha que não foram poucos ), foi do Aracnídeo. Acho que dei muita sorte, se quer saber. Peguei uma fase que o Aranha estava sendo desenhado pelo John Romita Jr. Não entendo nada de desenho de super-herói, mas na minha opinião o cara é um dos melhores no estilo.
Trabalhava num escritório de Contabilidade e quando recebia o pagamento, no início do mês, corria para a banca mais próxima e comprava o gibi do Aranha. Sim senhoras e senhores, eu sou da época que revista em quadrinhos se chamava gibi e era vendido mensalmente nas bancas. Nossa, parece que sou de um tempo muito distante, tão distante que precisa de um binóculo para se enxergar.
Peguei uma fase do Aranha realmente genial. Mas porque cargas d'água, resolvi escrever sobre Peter Parker e seus asseclas. Simples, fui dar uma geral na estante, que já foi da sala, e hoje é do quarto, do computador, e do nada dou de cara com uma caixa, abro a caixa e está lá, intacta uma centena de gibis do Aranha da época áurea do grande John Romita. Ou seja, acho que meu final de ano vai ser com pouco inseticida e muita aranha....
domingo, 15 de dezembro de 2013
A Vacina da Feiura
O cidadão estaciona o carro,
desce , certifica-se de ter acionado o alarme e ao caminhar em direção da
entrada do supermercado é surpreendido por um banner enorme escrito: “Vacina
para a Feiura”.
-Boa tarde! Gostaria de estar
provando do mais novo elixir da beleza desenvolvido pela ciência para dar esperança
para pessoas com alto teor de feiura como o senhor?”
Surpreso o homem estático tenta
entender: - Você está falando comigo?
-Faço isso em nome da ciência.
Mas, francamente não gostaria! Já que sua feiura além de me causar angustia
diminui minha alto estima pela vida!
-Feiura? Quem é feio aqui, meu
amigo?
-Amigo? Não sou seu amigo! Com a
feiura que possui amigos é algo que o senhor não deve ter! Sua feiura é tão
grande que chega arder a retina!
A indignação faz o rosto do homem
ficar vermelho : -Olha aqui, isso é falta de respeito!
-Falta de respeito é o senhor
sair na rua sem ao menos enfiar um saco na cabeça. – rindo.
-Você está é com inveja da minha
beleza, isso sim!
-Como posso ter inveja de algo
que você não tem?
-O que possuo não é beleza mesmo,
é algo mais, é algo além, é uma espécie de arte dermatológica rara em vias de
extinção.
-Escuta aqui o Mico Leão Dourado
da estética. A falta de beleza nesse rosto é tamanha que aposto que de noite,
antes de dormir, ao invés de passar redutor de marcas de expressão você passa
fungicida nessas crateras.
-Não preciso disso, tenho um
ilimitado e legitimo amor próprio que juntamente com minha auto estima criam um
casco que me protege.
-Se casco desse poder a tartaruga
era rainha do reino animal.
O homem resolve colocar um fim no
martírio: - Escuta aqui, não sei onde estou com a cabeça para dar atenção a um
ridículo como você. – E caminha em passos largos a direção à entrada do
Supermercado.
Rindo, agora sozinho, o vendedor
de vacina balbucia: -Tadinho. É tão feio que na casa dele é Halloween todo dia!
Vinte minutos depois, de
sacolinhas em mãos, o homem retorna ao estacionamento do supermercado. Abre uma
das portas do carro e é surpreendido pelo vendedor de vacinas que depois de
cutucá-lo afirma em alto e bom som: - Você conhece o Jason, do filme
Sexta-feira 13? Então, ele não tomou vacina para feiura.
O cidadão Joga as sacolas para o
alto e sae correndo atrás do vendedor de vacinas pelo estacionamento do
Supermercado.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Seasick Steve - Cut My Wings
Ele esteve ontem no Programa do David Letterman e bom.... o resto confira no vídeo ai embaixo, porque sou suspeito demais pra falar do som do cara.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Cansei de me cansar quando cansado estava
Segunda feira, 7 horas da manhã
todo mundo está com cara de cansado. Alguns podem até disfarçar usando óculos
escuros, hidratante, mas não adianta, suas costas estão arcadas. Alguns estão
com as costas tão arcadas que os ombros relam
no chão.
Segunda feira, depois de um
feriado prolongado até o Sol está cansado. Dos seres vivos o cachorro é uma
incógnita ambulante. Nunca sabemos se ele está com a língua de fora porque está
com sede, fome ou cansaço. Se ele não estiver com um dos três ele não é um
cachorro, é um anão Boliviano disfarçado fugindo da Policia Federal.
Minha prima tinha um cabelo
grande, enorme, gigantesco. Era tão grande que cansava só de olhar. Um dia
perdi o amor a vida e a amizade dela, perguntando-a qual o motivo de um cabelo
daquele tamanho que quando amarrado em cima da cabeça como um “coque” ficava
tão alto quanto um prédio de três andares.
Tem certas palavras que só depois
de ditas é que percebemos que não deveríamos ter feito. Numa mesa de bar,
depois de uma pá de cervejas uma amiga relaxou e bradou a quem quisesse ouvir:
“Essa vida me cansa a beleza!” Não resisti: “Querida, não dá para se cansar daquilo
que não se tem!”
Li uma matéria sobre tabagismo e
fiquei impressionado. Um dos motivos que faz alguns fumantes desistirem do
vício é o cansaço. Confesso que não sabia que soprar fumaça cansava.
Mesmo nas férias, na praia, o
cansaço está ali, firme e forte. Às vezes estamos tão cansados que não temos
forças para dar conta de simples atos corriqueiros. Minha mulher, apontando
para o mar saltita alegre: “Tá vendo lá no horizonte, é a África!” Retruquei:
“Tá vendo aquilo, indo embora? É meu chinelo!”
Toda e qualquer profissão, por
mais prazer que ela possa proporcionar uma hora cansa. Mas não deveria. No meio
do voo, em meio a uma turbulência, Afonso descabelado, aos prantos, desfila pelo
corredor do avião: “Estou cansado! Pra mim já deu, pra mim chega!” A aeromoça
se prontifica a acalmá-lo: “Tudo bem que o senhor está cansado, Seu Afonso, mas,
precisamos terminar o voo, volte para o seu lugar. Não sei se você tá lembrado,
mas é o piloto!”
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Jasmine pra mais de metro
Fui ver Blue Jasmine, do mestre Woody Allen e me surpreendi. Não com o filme de uma maneira geral, mas com a interpretação da Cate Blanchett. Como ela está bem nesse filme, é algo surpreendente, pelo menos pra mim. Confesso que lembro dela de Sobre Café e Cigarros , O Talentoso Ripley , A Vida Marinha com Steve Zissou e Babel . Mas sua interpretação de Jasmine é algo impressionante. Veja o filme por ela, pela trilha e por ser um filme do Allen, é claro.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Cabeça Dinossauro
Sabe aquele momento que você encosta o carro, desce, dá uma alongada , uma mijada e dá de cara com uma cabeça? Então!
domingo, 1 de dezembro de 2013
Duppa neles
Ontem em Araucária além de assistir meus amigos Fábio Silvestre e Gláucio Karas ainda ganhei o livro de crônicas do Isidório Duppa, um polonês gente boa e engraçadíssimo.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Era tão insensível ao ponto de colocar a marcha fúnebre para tocar ao invés do Parabéns para você no aniversário de um aninho do neto.
Quando somos jovens não sabemos o
real significado da palavra sensibilidade. Tanto é que na maioria das fotos de
nossa adolescência nosso corte de cabelo é mais ridículo que cor de estofamento
de carro popular.
O insensível se defende atacando,
se desculpa apontando defeito e ainda se acha no direito de assumir que não é
um insensível. Simplesmente adquiriu uma crosta de experiência que tornou sua
sensibilidade menos sensível ao ponto de ser escultor e criar um busto sem peito.
Você percebe que a pessoa é
insensível, ou possui muito pouca sensibilidade, em pequenos atos como “molhar
a bolacha no café com leite”. Quem faz isso não é insensível, ela talvez possua
uma camisinha na língua e não saiba.
Inevitavelmente o ser que cultiva
esse hábito “da bolacha molhada no pingado” é o mesmo que faz barulhos
estranhos quando toma café. Perdão, não toma, suga! Uma máquina de triturar
ossos faz menos barulho que um ser sugando café. Quem suga café suga sopa, suga
macarrão suga paciência.
Homens de idade avançada
normalmente possuem pouca sensibilidade. Não é dessa sensibilidade que você
está pensando que estou falando, para ela, já inventaram o Viagra. É no visual,
na parte estética mesmo. Pintar o cabelo branquíssimo de um Caju cor de criado
mudo de confessionário de Igreja e deixar o bigode branco é o mesmo que ir numa
churrascaria em Porto Alegre e pedir Yakisoba.
Se o Bruce Banner fosse um
cidadão sensível ao se transformar em seu alter ego “Incrível Hulk”, não
ficaria Verde, ficaria Lilás. Um ser desprovido de sensibilidade é como um
jacaré. Quando abre a boca não sabemos se está sorrindo ou querendo nos comer.
Quando as “Comadres” da sociedade
se encontram, o salão de eventos do Rotary Clube fica tão entorpecido de
conversa que se não abrir as janelas é capaz dos pilares ruírem tamanha falta
de sensibilidade.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
Saideira
Obrigado Apucarana mais uma vez pelo carinho. Fechamos a Temporada de 2013 com duas horas ininterruptas de muita risada. Sem palavras para agradecer a uma platéia fantástica como vocês......
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Um belo par de risos abre portas. Um belo de par de coxas então......
Tenho inveja de pessoas que não
riem. Pessoas que mantém a seriedade o tempo inteiro, que permanecem
inalteradas e mesmo diante de uma cena engraçadíssima conseguem compreender uma
razão para aquilo que não o riso. O nome designado para essa pessoa é chata!
Fiscal, investigador, oficial,
mestre, doutor não são relez mortais. São seres iluminados de uma energia
universal que os impossibilita de sorrir. Essa energia é tão universal que
muitos deles não são desse planeta.
Parece que primeira coisa que a
pessoa faz ao se formar “Doutor em alguma coisa” é tirar o sorriso do rosto.
Deve ser um pré-requisito, uma norma. E deve vir bem especificada, diga-se de
passagem: “Depois de alcançar tamanho feito, deverás manter sempre à vista uma
cara blasé, um olhar de quem realmente sofreu para chegar até aqui”. Parece que
o que foi alcançado não é uma conquista é um fardo. E ficam todos iguais.
Parece que todo aquele que possui um cargo superior tem uma cara de quem está
com dor na vesícula.
Se um belo sorriso abre portas, a
falta dele pode fazer você perder um belo de um tempo apertando a campainha.
Mas, também, não é todo rosto que um belo sorriso combina. É só olhar para tua
sogra para entender o que estou falando.
Um tipo “sérião”, que não ri de
nada, que não consegue achar nada engraçado, que mesmo sem usar aparelho nos
dentes já está com o sorriso enferrujado se por um acaso do destino sofrer uma
crise de risos morre. Morre de desgosto por ter perdido o controle do
organismo.
Algumas pessoas nasceram com um
único intuito na vida: Serem sérias! Definitivamente elas não estão aqui a
passeio. Já saíram da placenta indagando o porquê, para que, qual o sentido da
vida, porque cesariana e não parto normal?!
Mas, contudo, às vezes, é melhor
não sorrir do que fazê-lo de maneira falsa. Monges são assim. Não todos claro,
os dois que conheço pelo menos. Eles alegam que agem dessa forma porque possuem
o controle do eu interior, e que eu não o faço porque ainda não me encontrei.
Encontrar-me? Se minha mãe diz que um de mim já vale por um milhão de idiotas, imagine dois? Dá pra conquistar o
mundo!
Não vou dizer que não tentei. Um
dia, para tentar encontrar comigo e sentir uma paz interior permaneci estático
sentado sobre minhas pernas encarando uma parede branca por quarenta e cinco
minutos. Sabe o que senti? Dor, muita dor!
Não nasci para ser monge, assim
como não nasci para sorrir o tempo inteiro. Você há de convir comigo que não dá
para viver em completa harmonia com o mundo quando falta açúcar na limonada.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
sábado, 16 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Porco no rolete e frango girando numa máquina de assar são criações de um mestre de cozinha com labirintite
Um dos hábitos mais estranhos que
o ser humano possui é o de se alimentar. Comer é bom, é saudável é essencial.
Mas, cá entre nós. Comer peixe frito e tomar café ao mesmo tempo já logo de
manhã é algo passível a punição via cadeira elétrica.
Comida típica é algo no mínimo
muito pessoal. Desculpe, mas, sou radical em detrimento de minhas manias a
mesa. E vou além, sou daqueles que comem com os olhos. Se minhas retinas não
aprovam o estômago nem chega perto. Exemplo disso é a culinária japonesa. Mas
não como com pauzinhos nem com intimação de oficial de justiça.
Não estou terceirizando
responsabilidades, mas, acho que tudo tem um dedinho de culpa de nossas
matriarcas. São elas que criam hábitos em nós tão delicados como comer uma
deliciosa buchada de bode ao molho pardo. Ou você acha que o cidadão já nasce
sabendo que quer comer rins, fígado e vísceras de bode lavadas, aferventadas,
cortadas, temperadas e cozidas em bolsas?
Ao reparar na quantidade de
comida que compõe a marmita de alguns profissionais da construção civil é que
você percebe que o mundo não é dos nets, é dos donos de supermercados.
Num mundo cada vez mais exótico,
gastronomicamente falando, não me surpreendo se for notificado pela justiça por
formação de quadrilha ao receber meus amigos em casa para um churrasco.
Já que nosso dia é um eterno
comer desenfreado, para alguns gordinhos de plantão seria de bom tom começar
uma dieta. Nunca fiz, mas sei que não deve ser nada agradável. Por isso acho
que o primeiro sentimento de quem está de dieta deve ser o da revolta. Dá vontade de acabar com tudo, a
começar pelo que tem na geladeira.
Resumindo a questão ao pé da
letra, se bebida é água e comida é pasto, se um amigo te convidar para saborear
uma bela porção de grama refogada fique esperto isso pode não ser uma pegadinha.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Ninguém é feliz o tempo inteiro.
Impossível. Eu não sou feliz o tempo inteiro, você não é feliz o tempo inteiro.
Algumas pessoas podem até demonstrar
felicidade à maior parte do dia, mas, o efeito do medicamento uma hora passa.
Dia ruim, com clima ruim e
trânsito lotado. Eis, a mistura perfeita para transformar um Pingo no “i” em
ponto de interrogação ou em ponto de exclamação ou até quem sabe em ponto de
ônibus.
Uma hora e meia travado num
congestionamento é o teste final para a paciência de qualquer mortal. Minha
paciência, que não é lá essas coisas, se esgotou mais rápido que melancia decorativa
em salão de baile do Hawaí.
E não é que o carro que estava na
minha frente possuía estampado em sua traseira um adesivo, para mim, no mínimo
inusitado. Pra não dizer infeliz, pra não dizer um palavrão. “Pra que isso!”
Não, não foi isso que eu pensei “Pra que isso!” Era o que estampava o adesivo.
Será que não é uma frase meio vaga para estampar num adesivo de um carro? O
ideal não seria estampar essa frase na testa do
dono do dito cujo?
Não resisti. Sai do meu carro, me
dirigi até o motorista da frente, bati na janela e encarando-o friamente disse:
“Pra que isso?” Ele meio que fora de si resmungou: “Oi?” Dei a tréplica; “Oi?
Você vem sempre aqui?” E voltei para o meu carro.
Imediatamente ele veio até o meu
carro a passos largos e me encarou: “Pra que isso?” Ri: “Pois é, também pensei
o mesmo!” O cara enfureceu : “O mesmo o que, cara –pálida?” Sai do carro e o encarei de frente : “Pra que
isso!” Ai ele rodou a Baiana: “Pra que? Eu fiquei puto que você foi até o vidro
do meu carro e disse: Pra que isso!” Relaxei “Ahm?” Ele não: “Hã o
que?”Concordei com ele : “Pra que isso!” E apontei o adesivo na traseiro do
carro dele que riu: “Você está falando do adesivo?” Gesticulei que sim com a
cabeça “O tempo todo!” Ele aliviado, gesticulou amalucado e riu : “Isso é coisa do idiota do meu filho!”
Ai foi minha vez de rir, em alto e bom som, o que tirou-o de si e deixou-o
furioso: “Ei, você está rindo do meu filho porque?” Fechei as portas do meu
carro e disse para ele ler o que estava adesivado na traseira do meu carro.
Enquanto ele se dirigia a parte detrás do meu veiculo sai em desesperada
corrida entre os automóveis. Depois de ler o que estampava a traseira do meu
veiculo ele fez o mesmo, só que atrás de mim. Sabe o que estava estampado na
traseira do meu carro? “Se seu filho é um idiota, puxou você!”
terça-feira, 5 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
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