quinta-feira, 13 de março de 2014

domingo, 9 de março de 2014

quarta-feira, 5 de março de 2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Estréia da 4ª Temporada


A estréia da quarta temporada do Zombaria - Fernando Borghi e Convidados, não poderia ter sido melhor. Show muito bacana para uma platéia maravilhosa, como sempre. Apucarana, mais uma vez muito obrigado...


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Paulo Antônio

Carlos Eduardo e Alice estão casados há seis meses. Visualmente não tem como negar, formam um casal lindo. Ela é um digno fruto da Bahia. Uma lindíssima morena jambo, de cabelos cacheados, lábios grossos, pernas firmes, sorriso cativante e gingado de trio elétrico. Poderia emprestar sua beleza para campanhas publicitárias da Jequiti tranquilamente. Carlos Eduardo também não fica atrás, descendente de Húngaros por parte de pai e de Poloneses por parte de mãe possui uma beleza exótica, por ser alto, magro sardento, de cabelos curtos personalidade forte e ranzinza é uma espécie de mini craque do Hitler.
Enquanto Alice, que terminara de chegar do trabalho e tomava uma ducha para aliviar, Carlos Eduardo está no sofá, sorrateiramente fuçando no celular da esposa, que pega-o no flagra, ao sair do banheiro de supetão. Alice, até tenta esboçar meia dúzia de palavras, mas não consegue.

-Achou algooooooooooooo....

Carlos Eduardo interrompe a esposa, levantando do sofá de maneira brusca e partindo para cima de Alice.

-Muuuuuuuuuuuito bonito Dona Alice! Confiança não é coisa que se compre, que se empreste nem ao menos se alugue, sabia? Não adianta colocar a disposição do outro uma quantidade infindável de amor compreensivo que no segundo dia de trabalho tudo é posto abaixo, não é mesmo?

-Do que você está falando Carlos Eduardo – Alice entra no quarto do casal.

-Da trama da nova novela das nove! Ah faça-me o favor? Agora vai dar uma de desentendida? Não sabe do que eu to falando? Não faz a mínima idéia da inconseqüência que fez, agora fica ai com essa cara de bolacha de personagem de livro do Nelson Rodrigues!

-Você bebeu – Alice senta na cama.

-Bebi do veneno que você e seu amante plantaram em nosso casamento! Bebi da ruína da mentira! Bebi do sentimento amargo que um homem traído sente ao descobrir que a mentira dorme ao lado dele na cama. Bebi ódio de ver meu amor não ser levado a sério!

-Onde você está querendo chegar – Alice desenrola a toalha do corpo e fica nua.

-Não sei onde eu estou com a cabeça que não pego aquele revolver que está no criado mudo e não acabo logo com essa vergonha. Com essa hipocrisia.

-O que foi que você disse – Alice levanta da cama, nua em pêlo, encara o marido, numa pose digna de capa de playboy.

-Paulo Antônio! Que diabo é Paulo Antônio? Trabalha com você no escritório? Conheceu na rua, no bar, amigo de suas amigas? Quem é Paulo Antônio, posso saber!

-Meu Deus – Alice começa a rir desesperada, abre o guarda roupa e começa a vestir uma calcinha fio dental.

-Não adianta rir! Eu sei de tudo, tá aqui ó! “Te espero no mesmo lugar de sempre, beijo minha diva!”

-Paulo Antônio é meu pai, você se esqueceu – Carlos Eduardo fica boquiaberto. Alice decidida desfila pela casa e vai até o banheiro, com Carlos Eduardo no seu encalço. Sem dó nem piedade Alice fecha a porta do banheiro na cara Carlos Eduardo.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAi – Carlos Eduardo urra!

-Isso é raiva amor?


-Não! É tesão!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Mallu Magalhães sua Velha e Louca


Não ouvi o novo trabalho dela inteiro, ouvi algumas faixas, muito influenciadas pelo Camelo, diga-se de passagem, mas, pouco importa. Ela manda muito. Velha e Louca é uma das minhas preferidas dessa pequena gigante da música brasileira.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Leite Coalhado

Como fazem desde que se conheceram, dois meses atrás, Carol e Júlio, religiosamente tiram as tardes de sábado para uma sessão de cinema.  Pacotes de pipoca big, master, jumbo acompanhados de dezoito litros de refrigerante em mãos se acomodam na primeira fila para assistir um clássico do cinema Árabe. Toribabá e os 40 Japões. O filme começa.  O ator principal, uma mistura asiática de Michael J. Fox com um Urso Panda está debaixo de um sol escaldante, suando a cântaros, vestindo uma camiseta preta com estampa da Celine Dion sodomizando Justin Bieber, ao lado de uma mulher em prantos, amarrada em um cactu gigante em pleno deserto do Saara. A trilha sonora desaparece. Close no rosto do ator, que está incomodado com algo. É visível sua aflição, ele não consegue manter a concentração, seus olhos o entregam, as falas não fluem e ele solta um berro.

-Assim não tem condições, pra mim chega – E senta na areia.

A atriz se desvencilha da corda-fake e tenta ajudar o parceiro de cena: - Como assim chega, a gente nem começou?

-Tem um corno terrorista sentado na primeira fila que está me complicando à vida.

Carol e Júlio olham ao redor, se entreolham e constatam. São os únicos na primeira fila.

-É você mesmo – O ator aponta Júlio com o dedo.

Júlio balbucia: - Oi?

O ator emenda: - Tim, Claro, Vivo!

A atriz senta, coça a cabeça e murmura: - Minha nossa Toshiro, depois dessa você ainda espera trabalhar em Hollywood?

-A brancura desse cidadão me tirou do sério! Nem Clint Eastwood conseguiria matar um comanche com um ponto branco, total e radiante sentado na frente dele.

Carol cochicha no ouvido do namorado: - Pior que ele tem razão, a primeira vez que meu pai te viu ele teve medo, te confundiu com um Vampiro!

A atriz cresce na tela, se agacha, movimenta a cabeça de um lado para o outro e concorda com o parceiro de cena: - Verdade Toshiro, ele é tão branco que chega a ser um fenômeno luminoso!

Uma pessoa da platéia grita: - Isso dá pauta pro Fantástico!

Outra espectadora retruca: - Se quiser posso te indicar pro Drauzio Varella, sou amiga dele.

Júlio se apequena na poltrona e tenta se esconder por de trás do pacote de pipoca: - Isso aqui é uma sessão de cinema ou de terapia?

Os murmúrios da platéia se avolumam a impaciência toma conta da sala e só tem fim quando Toshiro sai da tela e se dirige a Caio.

-Não tem como se concentrar, cara, sua brancura é demais, chegou a deflorar minha menina dos olhos!

-Desculpe, mas não posso fazer nada, sou assim é não é de hoje!

Carol toma as dores do namorado e tenta ajudar, não muito, óbvio: - É verdade seu Toshiro, desde pequeno que ele é assim! Tanto é que o apelido dele na escola era leite coalhado!

Toshiro resolve radicalizar: - Bom, sendo assim, infelizmente não haverá filme. Com esse ser humano iluminando toda a sala e atrapalhando nossa concentração é impossível seguirmos adiante. Por favor, peguem o dinheiro de volta na bilheteria.

Alguém grita do fundo do cinema: - Se o problema for a luminosidade posso te emprestar meu óculos escuro!

A atriz responde, de dentro da tela: - Se tive um pra mim também eu aceito!

O cidadão já se aproximando de Toshiro responde: - Óbvio minha querida, tenho na verdade oito pares aqui – Entrega para Toshiro – Acho que dá para o elenco principal inteiro se proteger dessa ameaça lactosa.

-Mas quem é que anda com oito pares de óculos escuros no bolso? Você por acaso é sócio da Chili Beans?  – Toshiro pega os óculos e acalma a platéia – Bom, sendo assim, vamos continuar o filme!

Ovacionado pela platéia o ator se dirige de volta a seu lugar. Antes de voltar definitivamente para a tela, e para o filme que o espera, o astro do cinema japonês é interceptado por Carol.

 – Seu Toshiro, sei que acabamos de nos conhecer, mas , como percebeu estou namorando um boneco de neve. Sei que o senhor é um artista, tem sensibilidade e humildade suficiente para aceitar um pedido de uma fã.

-Diga o que você quer? Uma foto, um autógrafo, uma peça de roupa, uma noite de sexo selvagem comigo?

-Tem como o senhor levar meu namorado pra dentro do filme para ele pegar um solzinho no deserto do Saara?




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

The Melodic


Conheci o trabalho desses ingleses por acaso, numa dessas tardes modorrentas em quarto de hotel zapeando pelos canais vi um trecho do trabalho deles e me identifiquei de cara. O instrumental rico em harmonia e nuances muito sutis me chamou a atenção. Além, claro, dos vocais me lembrarem  um pouco o Belle e Sebastian, que gosto pra caramba.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Lista Mortal

Flávio está estirado no sofá quando toca a campainha. Ainda sonolento, levanta-se e vai até a porta.

-Pois não!

Uma figura mal ajambrada, uma caveira, com um enorme cajado e uma túnica se apresenta, com  voz semitonada : - Olá, eu sou a morte!

- Tá bom, e eu sou o Ronaldinho Gaucho – E fecha a porta na cara da morte. A campainha toca novamente, Flávio que está no mesmo lugar só estica o braço e abre a porta.

-Caraca você é mais insistente que o Video Show, hein? Se eu não te atender você vai entrar com um recurso no Supremo?

-Vou fazer pior, te ligarei a cobrar!

O telefone de Flávio toca.

-Ué, é você me ligando?

-Te avisei!

-Sem usar as mãos?

-Imagina o que faço com elas?

-Tem tempo para um programinha? Brincadeira! Estava testando o seu humor.

-Vou testar o seu no inferno quando receber a tarifa desse deslocamento.

-Que?

-Vim até esse fim de mundo de metrô e depois ainda tive que pegar um taxi. Ou acha que só porque sou a morte me tele transportei para chegar até aqui?

-Sei não, morte falando em português?  Com essa roupa mais ridícula que Hippie vendendo pamonha na praia. Pra que esse fone de ouvido?

-É que quero ouvir a opinião do Alexandre Garcia na Cbn sobre a chacina que fiz ontem em Campinas! Vamos logo ao que interessa. Vim te dar a opção da escolha. Quer morrer agora e ir comigo numa boa ou prefere a lista de material escolar do seu filho?

-A lista, claro!

-Ok! Suspeitei que fosse sadomasoquista desde o principio. Assine aqui, por favor – Flávio assina uma folha recebe a lista e a Morte se despede: - Até logo mais!

Flávio, ainda estático na porta bate os olhos na lista e tem um choque: - Meu deus! Isso não é uma lista escolar é a Lista de Schindler! 3 quilos de cola? É pra colar as rachaduras dos muros da escola? Dez rolos de papel higiênico? A Marcinha vai pro colégio para estudar ou pra fazer cocô? Suzana vem aqui – A mulher entra na sala.

-Que foi?

-Segundo essa lista do colégio, nossa filha passa mais tempo no banheiro que em sala de aula!

-Nossa, dá pra dar duas voltas no mundo com tanta metragem de papel higiênico!

-Olha isso aqui Suzana, o colégio pediu um alicate, uma chave de fenda e um maço contendo dez porcas.

-Pra que isso?

 -Aqui diz kit de primeiros socorros.

-Pra salvar quem, o Robocop?

Flávio abre a porta do apartamento sae correndo  e gritando em direção ao elevador: -Por favor morte, espere por mim!


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Curitiba 50 Graus....

Almoço com as estrelas......


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Eu não sou cachorro não

Márcia e Luana acabam de sentar-se a mesa da lanchonete que fica em frente à Faculdade. As amigas cursam o último ano de Veterinária.  Sempre que podem vão até lá para bater um papo e colocar as fofocas em dia. No caso de hoje, uma fofoca e tanto.

-Você não vai acreditar, Luana! Alguém roubou do laboratório um daqueles chips que implantado no cérebro dos cães manipula seu comportamento!

Antes de dar uma golada no seu copo de refrigerante, Luana afirma: - Fui eu!

Estática, paralisada em estado de choque Márcia balbucia: - Que?

-Fica na sua Márcia! Olha quem tá chegando, não dá pinta, por favor!

Solange senta-se a mesa de supetão. Além de não ser convidada, não ser bem quista pela dupla de amigas a Solange, em questão, é uma das coordenadoras mais malas do curso de Veterinária que é devidamente recebida com elogios por Luana.

-Olha só quem chegou? A médium canina!

Solange não fica atrás: - Médium canina não queridinha! Doutora em comportamento animal que possui o dom de ler a mente, conversar e ouvir os animais! Eu posso ouvir os animais!

-Também posso! Nesse momento ouço um falando comigo – Luana ri alto.

Solange estava prestes a revidar, quando Márcia tenta baixar a poeira puxando conversa fiada.

-Estou pensando em criar uma Ong para lutar pelos direitos dos cachorros feios, o que você acha Professora Solange?

-Genial Marcinha!

-Detesto, acho de um cinismo gigante a pessoa que usa o diminutivo para concordar com a outra – Alfineta Luana.

Solange ignora e avança – Acho sua idéia genial Marcinha, podemos fazer uma festa open bar com entrada exclusiva para cães para arrecadar fundos, podemos chamar a Banda Cachorro Grande para abrir o evento, o que você acha?

Luana ataca: - Isso não vai ser uma Ong vai ser uma Seita Fundamentalista!

Solange levanta-se decidida, dá um beijo no rosto de Márcia e antes de deixar a lanchonete alfineta: -Marcinha minha querida, passa na minha sala depois pra gente conversar sobre a Ong, nessa mesa está impossível , não dá para dialogarmos sobre algo sério ao lada de uma pessoa que ao invés de  possuir neurônios no cérebro, possui mitocôndrias!

Luana ri: - Nossa, achava que esse carrapato não ia desgrudar nunca mais!

-Fala a verdade Lu, você estava brincando quando disse que roubou o chip que implantado no cérebro dos cães manipula seu comportamento!

-Não, é verdade! Não só roubei como já implantei!

-Sério sua louca?  Você implantou em quem? No Thunder, seu cachorro?

-Não querida, implantei no Aluizio, meu namorado!

-Que?

-E deu tudo certo, possuo o controle absoluto de seu comportamento.

-Você é louca, é um chip canino, com códigos comportamentais não compatíveis com seres humanos.

-Verdade, os cães são muito mais avançados – Luana se esborracha de rir.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Amanhã em Sorocaba no Asteroide



http://asteroid.art.br/2014/01/comedia-instantanea-com-fernando-borghi-210114/

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Bubalinos de temperamento dócil

Martha recebia suas amigas do banco para uma confraternização. Não era nada demais, e não eram tantas amigas assim, apenas Nádia, Vânia e Odete. Um trio que junto com a dona da casa era capaz de fazer mais barulho que todos os trios elétricos de Salvador juntos.  Enquanto seu marido havia ido ao estádio assistir uma partida de futebol, Martha e as amigas se divertiam em uma reuniãozinha regada à cerveja sem álcool, salgadinhos e fofoca. Motivo mais que suficiente para passarem à tarde de domingo afiando as garras, destilando veneno e rindo muito mais alto que a Fafá de Belém. Do nada Leonardo, marido de Martha, entra pela porta da cozinha em estado catatônico, cambaleando, tateando e sujando as paredes brancas de terra, completamente suado, com os olhos rútilos, roupas rasgadas, hematomas e cortes por todo o corpo.

-Querido, o que foi que houve?

-Nada – Ao perceber as visitas de sua esposa emenda: - Olá garotas, tudo bem?

Vânia tentou ser agradável: - Nós estamos! Já você, tenho lá minhas dúvidas.

-Eu também – E desabou no chão.

Vânia, que das amigas presentes, era quem tinha menos intimidade com Leonardo se aproveitou:  - Por um acaso você estava participando de uma invasão de fazenda com o pessoal do Mst?

-Não, seu marido até me convidou, mas não tenho boné vermelho!

Nádia, uma das amigas de Martha, cujo Leonardo teve um caso, ainda nos tempos da faculdade tenta, mas não consegue conter-se, é mais forte que ela: – E esses rasgos enormes na calça, é lançamento novo da Calvin Klein, querido?

-Não querida, é coleção 2014 da Colcci exclusiva para mendigos!

-Amor, o que aconteceu com você? Está todo arrebentado!

-Fui atropelado por uma manada de Búfalos!

-Bufálos?  - Nádia Ri de maneira descompassada. Ao perceber que todas permanecem quietas, emenda: - Nossa gente, eu achava que o único animal urbano com temperamento dócil, cabeça leve e chifre curto que existisse fosse meu marido!

-Amor, você bebeu?

Odete, que até então permanecia calada, cai da cadeira. Espatifa no chão de pernas abertas para o alto  em uma cena mais deprimente que fila de lotérica em dia de pagamento.

-Menos que a Odete, com certeza!

Odete reage: - Engano seu querido, não bebi nada, essa cadeira é que está com defeito!

-O defeito dela talvez seja o limite de peso. Não foi feita par suporta mais de uma tonelada.

Odete tenta sair pela tangente: - Ai queridinho vai me dizer que existe uma gigantesca manada de Búfalos espalhada em Londrina então? Onde?  No Catuai, no cinco conjuntos ou no Centro Cívico?

-Em frente de casa – Bufando levanta-se, com extrema dificuldade.

Martha deixa a cozinha vai até o portão e volta.

-Em frente de nossa casa tem uma centena de torcedores de futebol, não Búfalos!

-É a mesma coisa!

-Mesma coisa nada Leonardo. Existe uma enorme diferença!

-Verdade, com os Búfalos há diálogo!





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ben 10


A primeira vez que ouvi Ben Caplan, foi por indicação de um amigo, que não sei porque cargas d' água disse que meu cabelo tinha algo a ver com o do cara. Ashaushaus é óbvio que não, o meu é muito mais bonito.. ahsuahsuahs mas , enfim, depois de ouvi-lo pela primeira vez não parei mais. O som dele é muito bom, tem uma personalidade, um vigor e uma textura bem difíceis de se encontrar em artistas atuais. Pra mim ele vai além e me remete ao gigante e único Tom Waits. Só quem curte o velho Tom vai entender o que estou falando. O disco acima: in the time of the great remembering é simplesmente genial. Feito garrafa de bom Whisky impossível largar antes do fim. O som abaixo é um dos meus preferidos do cara.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

COMÉDIAS DA VIDA A DOIS

Minha casa minha vida pode até ser um empreendimento do governo, mas só o amor constrói.


Homem em campo não aceita  derrota jamais

-Não Celso, estou cansada!
-Sério mor? Só um pouquinho de nada, um titiquinho, please?!
-Estou com dor de cabeça, dor nas pernas, nas juntas. Tem uma conferência das Américas de dores em mim. Vamos deixar para amanhã, vamos?
-Ok!
-Ok, assim?
-Claro querida. Se não dá não dá!
Ela dá um beijo murcho no rosto dele, vira-se para a parede, não sem antes fazer um elogio.
-É por isso que te amo, sabia?
Segundos depois, um barulho renitente, sacudidas na cama e um arfar preenchem o vazio do quarto a meia luz.
-O que você está fazendo, Celso, posso saber?
-Vencendo você por W.O .


O amor é um cesto de roupas sujas

Paulo Augusto saiu do banheiro, ainda molhado, enrolado na toalha do Dragon Ball Z, e caminhando a passos largos, decidido, como sempre, se dirige todo pirilampo para a dispensa quando dá de cara com Helena de braços cruzados em frente ao cesto de roupas sujas.
-O que você pensa que está fazendo, Helena?
Ela com cara de poucos amigos não move uma pálpebra sequer.
-Uma barricada impedindo você de exercer seu direito de reintegração de posse da sua maldita cueca suja!



Mudança

Do nada ela estaciona o carro, vira-se para ele e desembucha.
Ela – Acho que está na hora de respirar outros ares, sentir outras batidas, outras pulsações. O planeta é grande e quero descobrir outras respostas para minhas perguntas. Nosso relacionamento está clamando por mudança, concorda comigo?
Ele – Tó, pega aqui!
Ela – O que é isso?
Ele – Cartão de um amigo meu dono de uma transportadora!


Rio 50 Graus

Salva vidas andando tranqüilo entre os guarda-sóis é surpreendido por uma mulher sentada aos prantos.
-Salva minha vida, por favor, moço?!
Surpreso o salva vidas agacha e tenta acalmá-la.
-Mas a senhora não está se afogando, está na areia, sã e salva sem risco nenhum.
-Estou casada, moço!



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Courtney


Ela tem uma voz macia, um estilo que mistura folk com rock sessentão que muito me agrada. Courtney Barnett, essa Australiana de vinte e poucos anos foi uma das boas novidades gringas que comecei a ouvir no ano passado e que ainda permanece tocando direto no meu fone de ouvido. Dona de seu próprio nariz e de sua própria gravadora ela tem uma longa estrada pela frente. Espero....


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014